Um dia depois de o governo adiar a votação da primeira medida do ajuste fiscal no Senado por medo de que a proposta fosse derrotada, o senador Humberto Costa, líder do PT na Casa, se queixou dos colegas de partido Paulo Paim (RS) e Lindbergh Farias (RJ), que anunciaram que votariam contra o Planalto. Em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (21), Humberto disse que os discursos de Paim e Lindbergh seguem uma visão "mais corporativa" e que o Senado Federal vai pensar mais no Brasil do que nos "interesses meramente eleitorais de cada um".
"Eu me lembro em 2003 quando Lula foi obrigado a tomar uma
série de medidas amargas para equilibrar o País. Muita gente disse que ele
tinha se convertido ao neoliberalismo, que estava defendendo os interesses do
setor financeiro. E foram os mesmos que dois ou três anos depois choravam para
que o presidente Lula fosse defendê-los nos seus palanques eleitorais nas
eleições estaduais", alfinetou ainda o pernambucano.
Humberto também criticou os manifestantes da Força Sindical que
acompanharam a votação no Senado e vaiaram o discurso em defesa do ajuste.
"Aquelas pessoas que estavam ali eram militantes profissionais, remunerados
pela Força Sindical", afirmou. "São os maiores defensores desse
processo de terceirização. Fazendo o jogo integral dos empresários. Sendo por
eles financiados, inclusive", disparou. Um
dia depois de o governo adiar a votação da primeira medida do ajuste fiscal no
Senado por medo de que a proposta fosse derrotada, o senador Humberto Costa, líder
do PT na Casa, se queixou dos colegas de partido Paulo Paim (RS) e Lindbergh.
Fonte: JC Online
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