27 de abr. de 2016

Cabidão americano para petistas entra na lista de cortes

              Foto extraída do ndonline.com.br
Do Coluna Esplanada
staff pré-transição do vice-presidente Michel Temer anda intrigado com o que fazem em Washington a ex-ministra Ideli Salvatti e seu marido.
Ela é representante do Governo na OEA, da ONU, no comitê de Acesso a Direitos e Equidade. Um trabalho que poderia ser feito de Brasília, com viagens esporádicas aos Estados Unidos.
O marido Jefferson Figueiredo foi nomeado em setembro passado ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa (Ufa!). Ou seja, um office-boy de luxo.
Os dois vão dançar num eventual Governo Temer. E não só eles. A equipe 'Temerista' já prepara lista dos petistas amigos da presidente que estão em cargos no exterior e os custos de manutenção de alguns deles.

26 de abr. de 2016

Sílvio Costa se autopromove com verba pública


                                   


Recorrendo ao dinheiro público da verba indenizatória, o vice-líder do governo na Câmara Silvio Costa (PTdoB-PE) comprou quase 3 toneladas de papel A4 e 16.704 lápis escolares nos últimos dois anos. Esses são apenas dois dos 30 itens adquiridos pelo parlamentar desde junho de 2014. 

Porém, a partir de dezembro de 2012, o parlamentar já recebeu 37 notas fiscais emitidas por quatro empresas diferentes das cidades de Recife e Paulista, região metropolitana da capital pernambucana, totalizando-se R$ 118.756,60 em despesas. Todas as notas fiscais contendo o material de papelaria foram entregues à Câmara pelo parlamentar, que recebeu os ressarcimentos no valor integral.

Silvio Costa explicou ao Congresso em Foco que efetuou compras de produtos diversos em grande quantidade e que dividiu o pagamento em parcelas mensais. O parlamentar enumerou apenas 17 dos 37 pagamentos, mas destacou que todas as despesas foram analisadas e aprovadas pela Controladoria da Casa.

Essa Controladoria – na verdade, o Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade – é o órgão da Câmara responsável também pela análise das notas. De acordo com o que é previsto nas regras internas, o Ato da Mesa Diretora Nº43/2009, o departamento “apenas fiscalizará os gastos no que respeita à regularidade fiscal e contábil da documentação comprobatória, cabendo exclusivamente ao Deputado responsabilizar-se pela compatibilidade do objeto do gasto com a legislação, fato que o parlamentar atestará expressamente mediante declaração escrita”.



Pesquisas realizadas sobre as empresas junto à Receita Federal e à Junta Comercial de Pernambuco indicam que todas estão com a documentação em situação regular. Entretanto, de acordo com a Operação Política Supervisionada (OPS), responsável pelos levantamentos, a maior fornecedora dentre as empresas contratadas pelo parlamentar, a Office Paper, não existe no endereço de seu registro há pelo menos dois anos, enquanto a Pinheiro e Araújo, última a fornecer produtos ao parlamentar, encerrou as atividades em março deste ano. Os dois imóveis estão disponíveis para locação.

Paulista: Sem-teto interditam BR



Centenas de pessoas oriundas de Recife, Olinda e Paulista , ligadas ao Movimento  Nacional de Luta Pela Moradia (MNLM ) fecharam na manhã de hoje (26), um trecho da BR 101 Norte, na altura do município do Paulista para protestar, com queima de pneus e gritos de guerra.

Representantes do Movimento afirmam que esse tipo de protesto está ocorrendo em diversos municípios: Recife, Olinda, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata dentre outros, onde os prefeitos prometeram resolver a questão da moradia e até agora, quase nada foi feito. 

Em Paulista, eles disseram que conversaram ,ontem, com o prefeito Junior Matuto sobre o Conjunto Habitacional Eduardo Campos, único projeto a ser desenvolvido na cidade. " Estivemos ontem com o prefeito Junior Matuto e, ele prometeu dedicar empenho total ao nosso projeto, que conta com o envolvimento de cerca de três mil famílias", disse um dos líderes.





25 de abr. de 2016

Nota da Frente Popular ao PSB


Ao Povo Pernambucano, a nossa resposta ao PSB
1. Recebemos com grande surpresa a carta endereçada pelo PSB à Frente Brasil Popular – FBP, no último sábado, dia 16. A Frente nunca procurou o referido partido para conversas acerca de sua posição de apoio ao golpe de Estado, levado a cabo pelas forças mais retrógradas de nossa sociedade, visando afastar do cargo a Presidenta Dilma Roussef, democraticamente eleita, com grande apoio do povo pernambucano. O que fizemos, no último 15 de março, foi procurar o Governador do Estado, Paulo Câmara, para entregar uma carta na qual o questionávamos sobre a posição que assumiria diante da conjuntura nacional. Nosso forte movimento em prol da democracia havia levado mais de 200 mil pessoas às ruas nos últimos dois atos contra o golpe, realizados nos dias 18 e 31 de março. Nada mais justo, portanto, do que nos dirigirmos ao governador do estado para chama-lo ao compromisso de dar uma resposta aos anseios do povo pernambucano por democracia. Um governador deve governar para o conjunto do povo e não apenas para o seu partido. Ao terceirizar a resposta à nossa carta, se recusando a nos responder em nome de seu mandato e entregando essa tarefa ao PSB, o governador Paulo Câmara demonstra conhecer pouco a responsabilidade de seu cargo.
2. Ficou evidente para toda a sociedade após a votação do último domingo a posição da maioria do PSB de associar-se aos setores mais retrógrados da política nacional. Ao governador Paulo Câmara havia a opção de ouvir não somente a voz que ecoava nas ruas de Pernambuco, mas de escutar parte considerável da militância de seu próprio partido: os mais de 800 signatários da carta entregue à direção nacional do PSB no último dia 15 de abril. Entre eles estavam militantes, parlamentares, governadores e prefeitos do PSB que protestaram contra o abandono, por parte da direção nacional de seu partido, de um projeto de esquerda “em nome do pragmatismo e fisiologismo eleitoreiros que assolam os partidos atualmente” nas palavras da carta. Foi também a própria militância do PSB que reivindicou, à revelia das opções da direção nacional de seu partido, o legado de Lula e dos governos do PT para o desenvolvimento do estado de Pernambuco, legado que, segundo os signatários da carta, sempre orgulhou a militância do PSB e entusiasmava Eduardo Campos. Este é mais um motivo pelo qual a Frente Brasil Popular não teve e não tem nenhuma intenção de alertar o PSB do significado de sua posição de apoio ao golpe em curso no Brasil, sua própria militância já o havia feito. O PSB ignora não somente os anseios da maioria do povo pernambucano, mas também se recusa a dar ouvidos à sua própria militância.
3. A memória de Miguel Arraes é um patrimônio do povo pernambucano, assim como a de todos àqueles e àquelas que lutaram bravamente por democracia em nosso país. E nós dos movimentos populares e sindicais da Frente Brasil Popular em Pernambuco a reivindicamos no momento correto: momento em que os mesmos interesses do capital financeiro internacional que articularam um golpe de Estado há 52 anos atrás voltam a atentar contra a nossa democracia, visando a entrega de nossas riquezas ao estrangeiro e a retirada de direitos duramente conquistados pelo povo brasileiro. Infelizmente, a opção do PSB e de seus deputados federais, bem como a do Governador Paulo Câmara, foi a de associar-se àqueles que conspiram contra os interesses nacionais, que já negociam com o estrangeiro a venda das riquezas do pré-sal e da privatização do Estado, a ser levada à cabo num possível Governo de Michel Temer. Quem desonra a memória de Arraes são as opções do PSB em comportar-se como linha auxiliar dos mesmos setores que o encarceraram e caçaram seu mandato em 1964.
4. A nota do PSB endereçada à Frente Brasil Popular é mais uma tentativa de justificar o injustificável. Quem assistiu à votação no último domingo viu às claras a falta de qualquer justificativa plausível para o afastamento da Presidente Dilma. A justificativa apresentada pelo PSB para reivindicar coerência com sua história exibe o mais puro desconhecimento de nossa constituição, na tentativa de imputar à crise econômica o motivo para o impeachment. O que o PSB defende é jogar, através de um golpe contra a democracia, a conta da crise econômica nas costas da classe trabalhadora. Seguiremos em luta pelos direitos do povo pernambucano, entretanto nunca utilizamos os descasos do governo para exigir o afastamento do governador.
5. Não bastasse isso, utilizam-se do argumento contra a corrupção (argumento largamente utilizado também pelos militares em 64) para justificar sua posição. Não há crime de responsabilidade fiscal, muito menos qualquer investigação por atos de corrupção que paire sobre Dilma Roussef. O argumento serve para acobertar os verdadeiros responsáveis pela corrupção em nosso sistema político: as grandes empresas financiadoras de campanhas e que cobram a conta por suas doações. São os interesses do grande capital que financiam os deputados que agora votam a favor do golpe contra nossa democracia.
6. Por fim, gostaríamos de afirmar que seguiremos em luta pela democracia, inspirados pela bravura do povo pernambucano, pela riqueza e diversidade de nossa cultura, pelo conjunto das trabalhadoras e trabalhadores que constroem a riqueza desse estado. Já não nos dirigimos à direção do PSB (nunca o fizemos) nem ao Governador Paulo Câmara, mas chamamos à todas e todos aqueles militantes históricos que se inspiram na memória de resistência de Miguel Arraes a se somarem na luta contra o golpe em curso. Não recuaremos das ruas e não abandonaremos o compromisso com um projeto popular para o Brasil e para o estado de Pernambuco.
Não vai ter Golpe! Vai ter luta!
Frente Brasil Popular – Pernambuco

Humberto diz que o Senado irá derrubar o impeachment



O senador Humberto Costa - PT,  criticou os políticos pernambucanos que votaram pela admissibilidade do impeachment na Câmara, no último dia 17. Segundo  ele, esses parlamentares de Pernambuco traem a memória de figuras importantes do Estado como Frei Caneca,  Eduardo Campos e Miguel Arraes  .

Humberto, afirmou, nesta segunda-feira (25), que os senadores terão a oportunidade de desfazer o que considerou “golpe parlamentar” aplicado na Câmara dos Deputados, com o apoio da população do Nordeste e de vários Estados do Norte.

O senador ressaltou que a maioria do povo das duas regiões é contrária ao impeachment da gestora e citou levantamento do Vox Populi, realizada este mês, que mostrou que 54% dos nordestinos desaprovam a iniciativa.

Grupos contra impeachment montam acampamento no Derby


Do Blog da Folha
Comitês que representam vários movimentos sociais se instalaram na Praça do Derby nesta segunda-feira (25) em repúdio ao processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). O “Acampamento Popular em Defesa da Democracia” não tem data definida para sair do local e promoverá debates, shows e oficinas no espaço.
Movimentos em prol das mulheres, da juventude, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do LGBT e da Central Única dos Trabalhadores estão com estandes espalhados pela praça.
De acordo com a militante da Marcha Mundial das Mulheres, Elisa Maria o processo de impeachment é “um golpe” e tem um caráter “machista”.
Já o presidente da CUT, Carlos Veras, criticou a condução do processo do impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele também disse que o vice-presidente Michel Temer (PMDB), se assumir o Governo, pode prejudicar os trabalhadores.
“Não vamos aceitar que o senhor Eduardo Cunha, que é um réu, que é um corrupto comprovado, use da sua prorrogativa, do seu mandato, para dar um golpe de Estado e atacar o direito dos trabalhadores”, afirmou.
“O Senado já aprovou o projeto da terceirização. Cunha quer que Michel Temer assuma para sancionar o projeto da terceirização, que acaba com férias, com décimo terceiro, com FGTS, que rasga a CLT. Não vamos permitir que haja flexibilização nos direitos trabalhistas”, disse.

Temer levanta dados sobre servidores terceirizados do PT

O vice-presidente Michel Temer já encomendou um estudo minucioso para saber a dimensão do batalhão de servidores apadrinhados em Brasília e nos Estados e os gastos com aluguel de veículos e imóveis.
O plano é demitir um grande contingente de apadrinhados políticos – em especial do PT – e voltar a dar status de secretarias a alguns ministérios – como o da Pesca, que voltará a ser vinculado à pasta da Agricultura.